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A televisão alemã ZDF (do Estado) produziu uma série documental: " Unser Jahrhundert - Deutsche Schicksalstage - Ihre Geschichte " (o nosso século - os dias fatais do destino alemão - a sua História).
Verdun
Momento da morte de um tenente desconhecido françês, durante a batalha de Verdun : 300 000 mortos em 6 meses. As trincheiras eram o único refúgio contra o gás, lança chamas, morteiros. Em intervalos regulares os soldados eram obrigados a sair em vagas para a morte, sem que a frente de combate se alterasse.

A primeira parte foi assinada pelo Historiador Alemão Guido Knopp, ajudado por Susanne Stenner e prof. Klaus Hildebrand. Tiveram a

Guido Knopp foi o autor, em 1997, da série " Hitlers Helfer " (" os ajudantes de Hitler "), o documentário histórico com as maiores audiências de sempre na televisão alemã. Knopp nunca revela o teor de seus documentários até à estreia. Talvez isso ajude também a explicar porque não foi censurado?

Este é, em minha opinião, mais um sinal muito forte de Deus : ou nós acordamos ou devemos estar preparados para enfrentar em breve o holocausto nuclear. A menos que Deus decida mudar ainda o rumo dos acontecimentos.

Abaixo algumas transcrições da película " Hurra! Es ist Krieg! " - Dia fatal 1 de Agosto de 1914 (compilado por Francisco Lopes)



Mutilados, esfomeados, 8 milhões e meio de mortos : quem é o culpado por este inferno? Wilhelm II, o imperador alemão? Ou foi outro o culpado? Mais tarde todos os envolvidos nas decisões pretenderam não ter querido esta guerra.

Os cidadãos de Berlim se preocupam pouco com as eternas crises européias  e não suspeitam que o evento distante desse 28 de Junho de 1914 provocará a catástrofe inicial do século XX. Contagem regressiva: ainda 33 dias de paz.
A corrida ao armamento se transforma em grande negócio  por toda a parte, graças à revolução industrial.
O chefe do estado maior Von Moltke adverte o imperador: " a velocidade do armamento russo é alarmante. Não resta nenhuma outra alternativa senão atacar enquanto ainda podemos . "
1914: A guerra como objetivo nacional é ainda justificável. Os estados espreitam-se como predadores.

Sarajevo, 28 Junho de 1914. A coluna de carros perde-se, deve fazer uma volta. A má estrela do jovem século XX conduz o par dos sucessores ao trono diretamente ao revólver do assassino bósnio sérvio.
O assassinato vem no momento ideal para os falcões em Viena. Finalmente será possível para eles " mostrar [sua] potência aos Sérvios assim como aos Russos, esses que puxam os cordeis por trás".

Berlim, 2 de Julho. O governo imperial alemão espera um telegrama urgente do embaixador alemão em Viena. O texto é codificado. Em Berlim é descodificado e transmitido ao imperador. O que a Áustria empreenderá, dependerá de seu fiel aliado alemão .
O relatório do embaixador alemão : " em Viena a opinião é que o momento de eliminar os Sérvios chegou. Colocar um ultimato inaceitável e atacá-los então com todos os meios. Todavia (o embaixador)  quer advertir muito sériamente das conseqüências da precipitação. "
O imperador escreve no relatório do embaixador : "quem o autorizou? Nada tem a ver com isso! Os Sérvios devem (sublinhado) ser eliminados, e (sublinhado)!"

Franz Joseph considera seu império multiétnico cada vez mais difícil de governar. Mas agora uma guerra contra a Sérvia podia mudar o rumo. Contudo para o caso em que Rússia apoiasse a Sérvia, o apoio de  Berlim teria que ser assegurado.
5 de Julho, Viena. A resposta libertadora: Alemanha dá o apoio a Viena, em caso de guerra com a Rússia. Mas as coisas têm que ser feitas rápidamente. Somente a ação imediata contra a Sérvia pode limitar o conflito. Em caso de guerra, os russos, de acordo com sua estimação, necessitarão 6 semanas para a mobilisação total, os alemães sómente 15 dias.

Berlim política dorme mal durante esse Julho de 1914. Vitória rápida? Perguntas evitadas durante o dia que retornam e tormentam durante a noite.
Áustria atrasa o ataque contra a Sérvia impondo um ultimato. Conseqüentemente o conflito ameaça se expandir.

Como aqui sobre o iate do Czar (imagens de pessoas que dançam), os poderosos de Europa gozam os prazeres do Verão. Normalidade encenada. Dança no topo do vulcão.
6 de Julho. Aos proeminentes políticos e militares são concedidas férias, de modo que pareça não se dar importãncia à crise dos Balcãs. O mundo não deve suspeitar que a Alemanha está atrás das intenções da vingança de Viena de encontro a Sérvia.
Julho de 1914 (imagens de pessoas se banhando). Em Berlim assim como em outras partes da Europa a vida corre em seu ritmo normal. Tantas crises houve já e a paz não obstante não foi quebrada.

Ainda 9 dias da paz. Viena impõe finalmente, a 23 de Julho, um ultimatum, que seja inaceitável para os Sérvios. Somente como pretexto para o ataque. Mas a 25 de Julho, a Sérvia, contra todas as expectativas, aceita o ultimato. 27 de Julho : não obstante Viena se decide a atacar, a fim criar fatos consumados. Com carta branca alemã.

28 de Julho. Viena declara guerra à Servia e bombardeia Belgrado. Só mais 4 dias até ao primeiro de Agosto, o dia fatal.

O imperador está outra vez em Berlim, espera que Rússia não se sinta bastante forte para arriscar a guerra total por causa da Sérvia. Mesmo se as Forças Armadas estão ditando já o curso, Wilhelm e o Czar acreditam ainda que os laços familiares poderão evitar a tragédia. Chamam-se Willy e Nicky e telegrafam em inglês.
O Czar: "Juro-te em nome da nossa amizade, os aliados não irão demasiado longe".
Ainda no mesmo dia, 28 de Julho, o imperador responde ao Czar: " Pensando na amizade que liga as nossa familias há tanto tempo, usarei todos o meios e influência para que os Austriacos cheguem a um acordo convosco. Sinceramente o amigo e primo Willy ".

Wilhelm é apenas agora inforamado de que a Sérvia aceitou as substanciais exigências de Viena, no dia anterior. "Nesse caso as razões para uma guerra deixam de existir! Parem de bombardear Belgrado! "
Parar a máquina de guerra agora? Será que Wilhelm perdeu de novo os nervos ?
O chanceler quer ir agora até ao fim. O chanceler censura e falsifica as palavras do imperador, no telegrama transmitido a Viena. Esconde que o imperador não vê mais razão para a guerra.



Os documentos históricos
  • Nota do Embaixador em Viena, 2 de Julho de 1914,com as notas escritas pela mão do Imperador
  • Telegrama do Czar Nicolau II para Wilhelm,  28 de Julho de 1914
  • Telegrama do Wilhelm para o Czar Nicolau II, 28 de Julho de 1914